Há algumas semanas, um pé imobilizado me apresentou uma cidade que eu não conhecia. É a mesma cidade em que vivo há anos, com as mesmas ruas e os mesmos edifícios. Mas nela as calçadas têm abismos, as escadas viraram muralhas, as rampas, íngremes demais, prometem o que não cumprem e um degrau, que ontem eu nem notava, hoje decide onde posso ir. Descobri no corpo o que sabia em tese: a cidade não é a mesma para todos. Ela se abre ou se fecha conforme o corpo que a percorre.
Leia mais (09/02/2026 – 07h50)
